NUEVO Debate – Terceirização e violência no trabalho, com o professor Dr. Ricardo Antunes

Fonte: Vitor Teixeira/ Redação RBA (23 mar. 2017).

Transcrição e resumo por

Karina Rossetto Obrzut

O professor Dr. Ricardo Antunes inicia tratando sobre as modificações que ocorreram, ao longo da história, na relação do ser humano com o trabalho. Nos primórdios, diz ele, o trabalho era encarado como algo essencial para a sobrevivência, sendo a produção voltada apenas para utilidades práticas dentro do contexto em que os indivíduos estavam inseridos, como alimentos. Com o nascimento do modo de produção capitalista, apesar da produção continuar sendo para a sobrevivência, ela também é voltada para o enriquecimento de outrem.

Dessa forma, prossegue o professor, o mundo do trabalho foi modificado, proporcionando um novo ideário para as empresas, no qual há mais maquinários e menos trabalhadores, sendo eles vistos como peças descartáveis. O entrevistado explica que, para o crescimento, as organizações precisaram se tornar flexíveis, o que implicou na redução dos direitos trabalhistas, bem como metas abusivas impostas ao proletariado, desencadeando transtorno, assédios, depressões e suicídios.

Assim sendo, Antunes defende que a terceirização é um flagelo para a classe trabalhadora, visando a redução de custos e dividindo esses indivíduos entre terceirizados e não terceirizados. Segundo ele, as pesquisas revelam que todos os trabalhadores terceirizados trabalham mais, se acidentam mais e recebem menos. O professor aponta que isso ocorre porque, para o terceirizado, o sindicato não está presente frequentemente, e os seus direitos trabalhistas não estão assegurados.

O pesquisador afirma que hoje se verifica um afastamento dos trabalhadores e seus respectivos sindicatos, porém, ele pondera que essas próprias instituições padeceram perante a realidade trabalhista atual, além de serem muito burocráticas. Nesse sentido, Antunes finaliza dizendo que o enfrentamento dessa problemática só é possível com um entendimento, por parte dos sindicatos, dessa nova classe trabalhadora e, após isso, união, resistência e mobilizações com foco nas suas demandas.

Confira a entrevista completa:

O Nuevo Debate é uma parceria com a UFPR TV e tem como objetivo a divulgação de entrevistas de acadêmicos e pesquisadores, com a finalidade de popularizar o conhecimento científico.

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